Programa da African Blood Brotherhood

A African Blood Brotherhood (ABB) foi uma organização secreta de libertação do povo negro, fundada em 1919 pelo jornalista imigrante caribenho Cyril Valentine Briggs em Nova York. Seus integrantes traziam no programa e nas ações do movimento a questão racial e a luta de classes como algo complementar, utilizando elementos do marxismo com a ideologia da primazia racial para analisar a situação dos negros.

Publicado em Communist Review [Londres], v. 2, no. 6 (Abril 1922), pg. 449-454.

Originalmente disponível aqui.

Tradução por Luan Kemieski da Rocha.


A raça sem um programa é como um barco no mar sem um leme. Está absolutamente a mercê das intempéries. É golpeada aqui e ali e em uma tempestade está fadado a tropeçar. É em uma situação difícil como essa que a raça Negra tem estado pelos últimos cinquenta anos e mais que se passaram. Raramente sabe-se o que está procurando e nunca se formula um plano inteligente e viável de encontrar o que se procura. Até mesmo em instâncias raras quando se sabe o que quer. É por se encontrar em uma condição infortuna como está e para fornecer um leme ao navio Negro do Estado –  uma força de direção definitiva – que o programa a seguir adaptado pela African Blood Brotherhood está aqui para oferecer uma consideração para outras organizações negras e de raça no geral.

Não há nada de ilusório ou impraticável sobre este programa. Todos os pontos são baseados em capítulos ou práticas humanas de experiência histórica. Aqueles que formularam o programa reconhecem (1) a natureza econômica da luta (não apenas econômico, mas em sua maioria); (2) que é essencial saber de onde sua opressão vem: isto é, quem são seus inimigos; (3) que não é necessário para os negros alinhar-se com o programa desses outros movimentos quando estes possuem uma causa comum contra um inimigo comum; isto é o ponto importante sobre a Rússia Soviética, por exemplo, não são os méritos ou deméritos da forma soviética de governo, mas o fato marcante da Rússia Soviética se opor contra os ladrões imperialistas que tem repartido nossa nação mãe e subjugado nossos parentes, e esta Rússia Soviética é temida por aquelas nações imperialistas e por todos os capitalistas saqueadores da Terra, aqueles cujo a cobiça e assassinatos inumanos presenciamos em muitas terras.

África

Nossa nação mãe, África, é dividida pelas Grandes Forças Capitalistas nas chamadas “colônias”.

Essas colônias em questão foram parceladas entre os agricultores brancos e os capitalistas, alguns deles colonos e outros donos de terras ausentes. Para esse fim, a vida livre dos povos africanos vem sido destroçada e os nativos depravados de suas terras para força-los a trabalhar, em estado de miséria, nas terras desses brancos capitalistas. Esses agricultores capitalistas têm adentrado em nosso país para explorar as riquezas da terra assim como a mão-de-obra do nosso povo.

Mas nosso povo não era docemente submisso e teve que ser subjugado. Eles se recusaram a serem explorados e se rebelaram contra o invasor em lutas desiguais. Os invasores, armados com armas da técnica moderna, contra armas antigas e primitivas dos nossos antepassados, onde finalmente foram capazes de subjugar nosso povo. Mas não até muitos dos do “lado Britânico” serem derrotados e muitos sofrerem com desastres repentinos pelas forças de todas as potências capitalistas invasoras.

COMO NÓS FOMOS ESCRAVIZADOS

E a luta ainda não acabou. Um povo que vive em opressão talvez possa ser comparado com um vulcão. A qualquer momento pode explodir como um gigante e afugentar seus inimigos para o mar. Para prevenir essa eventualidade os capitalistas agricultores, com apoio do governo de sua origem, têm organizado “Exércitos Coloniais”, formados e equipados de acordo com os métodos da técnica moderna. E para conquistar nossos espíritos militantes e ganhar-nos a aceitação servil de sua dominância eles trouxeram a religião do homem branco, Cristianismo, e seu uísque. Pela religião do homem branco nosso povo foi drogado; com o uísque eles foram depravados.  A deslealdade do homem branco, a religião do homem branco e o uísque teve grande influência em nossa escravização como as armas dos homens brancos.

Mas em ordem de intensificar mais a exploração de nossa rica nação mãe e baratear a mão-de-obra de nosso povo escravizado, era necessário trazer para nossa terra certas máquinas industriais e certas melhorias materiais, como as ferrovias, etc., e hoje nós talvez testemunhamos, especialmente na costa das cidades africanas, o crescimento continuo do empreendimento moderno. Com a introdução de equipamentos industriais os africanos aprenderam a manejar as máquinas dos homens brancos, suas armas, seus métodos, e com a posse desse conhecimento cresceu-se uma nova esperança e determinação para atingir sua liberdade e tornar-se o mestre de sua própria nação mãe.

Esperança nunca mais justificada

De fato, a esperança do povo negro de se libertar dos escravizadores imperialistas nunca foi mais justificada do que a presente. Os governos de origem dos agricultores capitalistas ficando mais fraco dia a dia, e estão tremendo sobre a possibilidade de uma Revolução Proletária. As colônias oprimidas e as pequenas nações estão em constante rebelião, como presenciamos os Irlandeses, Turcos, Persas, Indianos, Árabes, Egípcios, etc.

Enquanto o interior da África ainda não está tocado pelo capitalismo predatório, as tribos perceberam totalmente o perigo que estão sujeitos se os escravizadores penetrarem mais no interior. Sob uma liderança dos negros mais desenvolvidos no distrito da costa, o tremendo poder da raça negra na África pode se organizar. Em direção a esse fim, nós propomos que todos os esforços devem ser para organizar os negros dos distritos da costa, e trazer todas as organizações negras em cada um dos países africanos para uma Federação Mundial Negra. As várias seções da Federação devem ter seus próprios Comitês Executivos, etc., e para entrar em contato com as tribos do interior, com uma visão de ação comum (comunidade). O Supremo Comitê Executivo para chegar a todos os outros povos do continente africano, os árabes, egípcios, etc., assim como os revolucionários da Europa e América, para o propósito de ação e coordenação efetiva.

Organizações trabalhistas devem se formar em seções industriais com o objetivo de protegerem e melhorar as condições dos trabalhadores negros.

Nenhuma oportunidade deve ser perdida para propagandear os soldados nativos em “exércitos coloniais” e para organizar secretamente um grande exército pan-africano no mesmo caminho que o Sinn Féin[1] construiu o Exército Irlandês debaixo do nariz da Inglaterra.

Armas modernas devem ser contrabandeada para a África. Homens mandados para a África disfarçados de missionários, etc., para estabelecer relações com os Senussi[2] as várias tribos do interior, e para estudar a topografia do país. Os Senussi já contêm “exércitos”, um fato que coloca os capitalistas estadistas europeus acordados durante a noite.

Todos os esforços e todos os dólares devem ser gastos para a melhoria das organizações do exército Pan-Africano, cuja própria existência deve dirigir respeito e terror para o coração dos agricultores capitalistas brancos, e proteger nosso povo contra seus abusos. Lembrando: O PODER DITA AS REGRAS – SEMPRE FEZ E SEMPRE FARÁ.[3]

América

Qual quer que seja o interesse do capitalista no negro sempre será [motivado] pela consideração da força de trabalho barata.

Logo cedo foi reconhecida que a população negra era a mais (duradoura) no mundo, e quando o Novo Mundo foi descoberto os ricos exploradores organizaram expedições para escravizar nosso povo e carregá-los a força para as terras desse Novo Mundo. Construindo impérios e criando riquezas onde ninguém achava possível. Está é a história da maioria da população negra nas terras estrangeiras.

A causa da Guerra Civil

Nos Estados Unidos, como bem sabemos, a Negritude há algumas décadas atrás foi explorada de acordo com o mais cruel e primitivo sistema de exploração: a escravidão por posse.[4] Está escravidão de posse prevaleceu no Sul, enquanto no Norte o método de exploração do capitalismo moderno prevaleceu: a escravidão pelo salário.[5] Esses dois sistemas não poderiam existir lado a lado e, portanto, a chamada guerra de libertação[6], em que os capitalista nortenhos e sua comitiva, numa fumaça de camuflagem idealista, foi para a guerra contra os capitalistas feudais no Sul com o objetivo de decidir a supremacia entre os dois sistemas na América. Os capitalistas do Norte ganharam e a escravidão de posse no Sul foi abolida com glamorosos discursos sombrios sobre a Liberdade, Democracia, etc.

Mas os negros não deveriam nem ter a liberdade comparativa que os Grandes Czares Capitalistas toleravam sob o sistema de escravidão por salário. Eles foram escrupulosamente desarmados, enquanto os seus donos antigos continuaram armados com seus capangas. Para reprimir todas as aspirações negras pela real liberdade e suprimir todos os desejos de melhores condições. Sociedades secretas assassinas como a Ku Kux Klan foram organizadas pelos seus antigos donos, torturando e assassinando secretamente a sangue frio milhares de negros indefesos e muitos brancos, sempre que os instintos humanitários levavam a causa dos campeões negros. E os vitoriosos capitalistas “Libertadores” do Norte não apenas não moveram um dedo para clamar justiça, mas suprimiram os fatos dessa terrível percussão do negro e de seus poucos amigos brancos. Com o passar dos anos de terror exercido por aquelas sociedades repulsivas brancas, o negro novamente foi totalmente subjugado. É a situação de muitos hoje em dia nos estados do Sul, onde muitos são linchados ou massacrados todos os dias. Mais tarde os novos negros se ergueram da cena e em uma resposta aos seus espíritos revolucionários e a exploração em geral, nós vemos o ressurgimento da Ku Klux Klan.

A Migração Negra

Como resultados da opressão continua e os maus tratos no Sul, milhares de negros organizaram-se para escapar para o Norte, e hoje toda grande cidade Nortenha têm uma população negra enorme.

A liberdade comparativa do Norte é propicia de grandes organizações e atividade culturais, e é aqui que a vanguarda e o grupo de negros em geral deve ser desenvolver.

A Grande Federação Negra

Com o objetivo de construir um forte e efetivo movimento na linha de Libertação do povo Negro e proteger seus direitos a “vida, liberdade, e a construção da felicidade,” etc., todas as organizações negras devem se unir nas bases da Federação, até criarmos um movimento centralizado unido. Tal movimento pode ser realizado na abertura do Norte, mas deve ser construída secretamente no Sul para proteger os membros que lá vivem e para salvaguardar a organização de ataques prematuros. Com está Federação, uma organização secreta protetiva deve ser desenvolvida – o Poder real – aos membros quais devem ser admitidos apenas os melhores e mais corajosos da raça. A organização protetiva teria que funcionar sob estrita disciplina militar, pronta para agir a qualquer momento, sempre que a defesa e a proteção forem necessárias.

Organizações trabalhistas e econômicas

Milhares de negros têm vindo do Norte e estão empregados como trabalhadores e mecânicos, etc., nas várias indústrias e empresas capitalistas do Norte. Estando desorganizados, eles estão compelidos a trabalhar nos piores serviços e a sob as piores condições. Quando a depressão na indústria aparecer eles serão os primeiros a sofrerem. Os trabalhadores brancos, através de suas organizações trabalhistas, não apenas compeliram os capitalistas a darem mais dinheiro e menores horas de trabalho, mas também empregos parciais durante horário de folga. E quando melhores tempos chegam, os trabalhadores brancos, através de suas organizações, estão prontos para tomarem total vantagem da situação. Trabalhadores negros, sempre que se organizam em Uniões Trabalhistas, têm melhorado suas condições de vida, conseguem menos horas de trabalho, mais dinheiro e empregos constantes. Como testemunha das condições adormecidas, temos os trabalhadores portuários negros da Filadélfia, etc. E desde que a força do povo dependa  do bem estar  destas pessoas, nós devemos de todas as maneiras esforçar-nos para melhorar substancialmente o  padrão de vida, etc. Todas as organizações negras que valem a pena e todos os Novos Negros devem portanto interessar-se na organização do trabalhadores negros dentro Uniões Trabalhistas para uma melhora de suas condições econômicas e para agir em cooperação com os trabalhadores brancos com consciência de classe para o benefício dos dois.

Organização de agricultores negros

Os mesmos princípios se aplicam aos pequenos agricultores negros e trabalhadores agrícolas.  Eles devem se juntar para resistir a exploração assim como para proteger eles mesmos contra a condição serviçal e outras injustiças. Sempre que a cooperação com agricultores brancos for possível ela é desejável.

Organizações cooperativas

Tem se desenvolvido entre nosso povo uma crença ingênua que o emprego constante, melhores condições, e a salvação da nossa raça podem ser conquistadas por meio das fábricas de negro, linhas de navio a vapor, e empresas similares. Nós ansiamos lutar contra uma grande dependência ao longo dessa perspectiva, já que de repente os colapsos financeiros de tais empresas podem acabar com toda a moral do Movimento de Libertação. Até o Negro controlar os ricos recursos naturais de um país por si mesmo ele não pode esperar competir em indústrias com os grandes magnatas financeiros das nações capitalistas em uma escala grande o suficiente para fornecer empregos para qualquer número de trabalhadores negros, e dividendos substanciais para investidores negros. Deixe aqueles que investiram nessas proposições digam-vos se eles obtiveram empregos ou dividendos com esse investimento.

O único caminho efetivo para assegurar melhores condições e emprego estável na América é organizar forças de trabalho negras assim como indicado antes em organizações trabalhistas. Toda grande organização desenvolve certas propriedades no formato de construções, fazendas de férias, etc. No tempo propício eles talvez desenvolvam empresas cooperativas tal como lojas, etc., mas tal empresas devem ser propriedades cooperativas de todos os membros da organização, e administrada pelos membros eleitos para o propósito. Sob nenhuma circunstância devem tal propriedade ser operada por títulos corporativos escritos para algumas pessoas para serem descartadas ao seu próprio prazer. Experiências provaram que onde apoiados por uma organização adequada a ideia cooperativa pode ser trabalhada como uma vantagem. Ao contrário da corporação, que carregue alguns homens nos ombros e os salvem dos outros, a cooperativa é de igual benefícios para todos.

Alianças

Só pode-se ter um único tipo de aliança com outras pessoas e está é a aliança para lutar contra nossos inimigos. Neste caso nossos aliados devem ter o mesmo propósito que temos. Nossos aliados podem ser reais ou potenciais, assim como nossos inimigos podem ser reais ou potenciais. As menores nações oprimidas que estão lutando contra os exploradores e opressores capitalistas devem ser consideras aliados reais. Os trabalhadores brancos com consciência de classe que tem falado em favor da libertação em África e tem vontade de apoiar com ações seus sentimentos expressos, devem ser considerados aliados reais e sua amizade cultivada. Os trabalhadores brancos sem consciência de classe que ainda não lhe ocorreram que todos os trabalhadores independentes de raça ou cor tem um interesse comum, devem ser considerados apenas como potenciais aliados no presente e deve ser feito todo o possível para acordar sua consciência de classe e no fim obter sua cooperação em nossa luta. O elemento revolucionário que está minando os poderes imperialistas qual nos oprime devem ser encorajados pelos negros que realmente procuram a libertação. Esse elemento é liderado e representado pela Terceira Internacional qual têm seções em todos os países. Nós devemos imediatamente estabelecer contato com a Terceira Internacional e seus milhões de seguidores em todos os países do mundo. Prometer lealdade para as bandeiras de nossos assassinos e opressores, falar sobre alianças com os serventes e representantes de nossos inimigos, falar sobre primeiro ouvir nossos inimigos comprovados antes de defender nossos aliados reais não é nada menos que covardia e a pior traição da raça negra a nossa causa sagrada de liberação.

São os negros residentes na América – nativos ou estrangeiros – quem são designados a assumir a liderança de nosso povo em um poderoso movimento mundial de libertação do negro. O negro americano, por virtude de ser parte da população de um grande império, conseguiu certo conhecimento na travada guerra moderna, a operação de indústrias, etc. Esse país é a base da fácil comunicação com o mundo inteiro, e os Estados Unidos é destinado, até que a raça negra for libertada, a se tornar o centro do movimento negro mundial. É nesse país, especialmente, que o negro deve ser forte. É aqui que a maioria dos líderes e pioneiros iram carregar a mensagem através do mundo adiante. Mas nossa força não deve ser organizada por simulações de heroísmo em vã indulgência, frases vazias, decoração e títulos não merecidos, e outras insensatezes. Só pode ser feita usando a tática apropriada, pela determinação e sacrifício por parte de nossos líderes e pelo organização e educação preparatória inteligente.

Contarmos histórias com a ideia de que, com a reunião de algumas centenas de nós em uma convenção, nos tornamos livres para legislar nós mesmos; cair na armadilha de que antes fizeram qualquer esforço necessário para libertar nosso país, que antes cruzaram espadas no campo de batalha contra os opressores, de que nós podemos ter uma organização por nós mesmos, com presidentes, potentados, royalties, e outras misturas de rainhas; falar para desperdiçarmos nossas energias e dinheiro em propostas como agências de passaportes e identificação, representações diplomáticas, etc., é entregar-se a pura futilidade e garantir diversão gratuita para nosso inimigo. Certamente, indivíduos inteligentes e adultos não irão representar tal absurdo infantil se eles levam a sério a luta pela libertação do Negro! Nós devemos descer a terra, para realmente praticar fatos e realidades, e construir nossa força com sólidas fundações – e não com títulos e decorações fúteis.


Notas de Rodapé

[1] Movimento político irlandês, fundado em 1905 por Arthur Griffith com o objetivo de unir grupos de resistência contra o domínio britânico.

[2] Os Senussi são uma ordem muçulmana político-religiosa que se preocupava com o declínio do pensamento islâmico e o enfraquecimento da integridade política muçulmana. Durante os anos de 1902 a 1913, combateram a expansão francesa no Saara e a colonização italiana na Líbia a partir de 1911.

[3] Tradução da expressão (MIGHT MAKES RIGHT – ALWAYS DID AND ALWAYS WILL). Expressão essa que indica que a visão de certo ou errado em uma sociedade é determinada por quem está no poder. Contém um significado semelhante com “A História escrita pelos vencedores”.

[4] Tradução do termo (Chattel slavery). Quando um ser humano adquire direitos de propriedade sobre o outro. São indivíduos tratados como propriedade completa, para serem vendidos e comprados.

[5] Tradução do termo (Wage slavery). Quando a vida de um indivíduo depende de um salário.

[6] Guerra de Secessão.

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