Declaração do PSL: Imperialismo estadunidense busca a contrarrevolução em Cuba

Declaração originalmente publicada no site Liberation News, 11 de julho de 2021.

Tradução por Andrey Santiago.


O Partido pelo Socialismo e Libertação se coloca em total solidariedade à Revolução Cubana, seu governo e ao seu povo na luta contra os sinistros últimos esforços contrarrevolucionários do imperialismo estadunidense.

O bloqueio econômico que dura a sessenta anos e as centenas de sanções impostas sob a administração de Trump causaram grande escassez de comida, medicina, eletricidade e outras necessidades da vida. Essa escassez exacerbou o impacto da pandemia do COVID-19 na ilha. A pandemia virtualmente eliminou a economicamente vital indústria do turismo, reduziu de grande maneira remessas de dinheiro e contribuiu para os principais problemas nas já limitadas cadeias de abastecimento globais que atendem à ilha.

No último dia, ocorreram protestos em Cuba sobre a escassez e as privações econômicas causadas pela intensificação do bloqueio norte-americano durante o tempo de COVID. A mídia corporativa dos Estados Unidos aponta essas manifestações como prova de que o povo cubano se opõe ao governo revolucionário. Como sempre, esses meios de comunicação estão distorcendo completamente a situação e encobrindo o papel criminoso dos Estados Unidos. E estão ignorando as mobilizações realizadas em resposta pelos cubanos que apoiam a revolução, bem como os esforços da alta direção do país para se envolver diretamente com a população nas áreas em que ocorreram as manifestações.

Os Estados Unidos têm uma longa e sangrenta história de golpes e operações de “mudança de regime”, incluindo no Irã, Guatemala, Congo, Grécia, Chile, Nicarágua, Afeganistão, Iraque, Iugoslávia, Líbia, Ucrânia e em outros países. Na maioria das vezes, nos últimos anos, os golpes vieram na forma de “revoluções coloridas”, começando com o que falsamente parecem ser protestos populares espontâneos, após a imposição de sanções e bloqueios extremos destinados a estrangular a economia do país-alvo e fomentar o descontentamento. Como outras tentativas de golpe de “revolução colorida”, como na Venezuela em 2014, a eclosão dos protestos ao mesmo tempo sugere planejamento por elementos da oposição.

Desde que a Revolução assumiu o poder em 1959, Cuba sofreu centenas de ataques terroristas patrocinados pelos EUA, tentativas de assassinato de seus líderes pela CIA e uma guerra econômica implacável e cruel com o objetivo de cortar o comércio cubano não apenas com os Estados Unidos, mas com o mundo inteiro. Por mais de seis décadas, Washington procurou infligir o maior sofrimento ao povo na esperança de que isso levasse à contrarrevolução. Todas essas medidas são uma forma de punição para Cuba, por ter se libertado depois de 60 anos enquanto neo-colônia dos Estados Unidos e iniciado uma rota de desenvolvimento independente.

Nenhum trabalhador nos Estados Unidos deve ser enganado – esta é a última manifestação de uma guerra imperialista para destruir a independência cubana e o socialismo. EUA tirem as mãos de Cuba!

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