O Esquecido Legado de Claudia Jones

Texto de Ashley Roach-McFarlane.

Originalmente disponível no site da Verso Books.

Tradução por Hilary Valente.


Ao longo do tempo, as conquistas de revolucionários como Claudia Jones viraram, infelizmente, uma nota de rodapé nas páginas dos livros de história. Considerando o impacto colossal de intelectuais e ativistas feministas radicais negras como Kathleen Cleaver, Angela Davis e Assata Shakur, pode-se discutir que Jones não recebe o mesmo nível de reconhecimento merecido. É necessário “reintroduzir” Claudia Jones e toda a sua organização e trabalho político, inclusive seu importante papel no estabelecimento do carnaval caribenho que virou o Carnaval de Notting Hill após sua morte.

Sepultada, bem literalmente, à esquerda de Karl Marx no Cemitério de Highgate, a política de Jones é melhor representada por seu compromisso com as trabalhadoras negras pobres e com a “superexploração” que sofrem, assim como a prática de “tomar espaço” como resistência política negra.

Claudia Vera Cumberbatch (Cumberbatch sendo seu nome de batismo) era uma imigrante negra da classe trabalhadora. Nascida em Belmont, Port of Spain em Trindade, 1915, sua radicalização pode ser marcada em dois pontos da vida: o primeiro quando ela chegou ao Harlem, Nova York, em 1924; e o segundo através da observação do trabalho explorado desempenhado por trabalhadoras negras, tanto na família quanto na comunidade mais ampla.

Chegando ao Harlem, Jones defrontou-se com a relação interseccional imediata entre raça, classe e gênero ao mesmo tempo em que presenciava o crescimento da Associação Universal para o Progresso Negro e o avanço do Partido Comunista dos Estados Unidos da América (PCEUA). Ela foi imediatamente racializada e logo entendeu que era o “outro”; suas identidades existiam apenas em relação ao Branco, ao Homem e ao capitalismo, e não com um fim em si mesmas. Ao olhar para dentro de sua família, a compreensão da realidade na América foi solidificada e constituída vendo a opressão que sua mãe sofria como uma mulher negra trabalhadora. Sua mãe, Sybil Cumberbatch, essencialmente morreu da pura exaustão de trabalhar longas horas em uma fábrica de roupas do Harlem além de cuidar de sua família imigrante e combater o racismo nos Estados Unidos. Em resposta, Claudia passou a se identificar como uma mulher comunista negra.

Seu tempo dentro do PCEUA desenvolveu ainda mais sua política marxista-leninista. Uma escritora, organizadora e teórica adepta, ela utilizou sua posição no partido para defender as trabalhadoras negras pobres, reunindo teoricamente: raça, classe, gênero e anti-imperialismo. Apesar de sua abordagem destacar as limitações do PCEUA, ela seguiu determinada a desenvolver essa estrutura ideológica interseccional para que feministas radicais negras continuassem a expandir a partir dela.

Como Angela Davis depois notou em Mulheres, Raça e Classe, “Claudia Jones era inegavelmente uma comunista – uma comunista dedicada que acreditava que o socialismo era a única promessa de libertação para mulheres negras, pessoas negras como um todo e, de fato, para a classe trabalhadora multirracial.” Antes do movimento dos direitos civis, a influência de Jones dentro do PCEUA definiu o tom para movimentos de resistência no futuro. A posição única que tinha proporcionava a ela a habilidade de analisar os problemas específicos que afetavam mulheres negras com relação a classe e gênero. Sua influência sobre pensadores como Davis foi prevalente dentro do partido. Essas ideias viriam a modelar a política de feministas da segunda onda que lutaram contra a opressão racial e de gênero nos anos de 1970 e além.

Por causa das experiências de Jones, ela sempre conectou a luta pelos direitos das mulheres à luta comunista. Como parte da sua liderança dentro do PCEUA, Jones defendia que mais mulheres negras estivessem presentes em posições de liderança no partido. Claudia via mulheres negras que já operavam em posições de liderança, como na igreja, na comunidade e em irmandades. Ela continua ao articular que essa militância surge dos lugares e das questões específicas de mulheres negras, o que, por elas serem negligenciadas pela esquerda, limita a dimensão completa de sua articulação política. Ela era crítica aos progressistas – especialmente sindicalistas – por falharem em abordar os esforços de trabalhadores domésticos negros para se organizarem. Ela argumentava que muitas mulheres negras da época ainda trabalhavam no serviço doméstico e que as atitudes paternalistas com relação às empregadas influenciava a definição social prevalente das mulheres negras como um grupo.

Antes que a estudiosa Kimberle Crenshaw cunhasse o termo “interseccionalidade”, Jones teorizou a “superexploração” que mulheres negras pobres sofriam sob o capitalismo. Em sua obra original intitulada An End to the Neglect of the Problems of the Negro Woman! (Um Fim à Negligência dos Problemas da Mulher Negra!, tradução livre), publicada em 1949, Jones ajudou a desenvolver a estrutura teórica fundamental que muitas feministas interseccionais seguem atualmente. Nesse ensaio, Jones extrai das observações de mulheres negras pobres, apoiada por seu estudo forense das disparidades de remuneração entre mulheres negras e brancas:

“A superexploração da mulher negra é revelada, então, não só no fato de que ela recebe, como mulher, menos do que o pagamento igual pelo trabalho igual dos homens, como também a maioria das mulheres negras recebem menos da metade da remuneração das mulheres brancas… a baixa escala dos ganhos da mulher negra está diretamente ligada a sua exclusão quase total de praticamente todos os ramos profissionais, exceto o mais subalterno e mal-pago, ou seja, o trabalho doméstico.”

Jones retratou a superexploração de mulheres negras pobres diretamente em suas raízes históricas de escravidão e exploração: “é impossível, dentro dos limites deste artigo, relatar a degradação do terrível sofrimento sentido por mães e mulheres negras geralmente sob escravidão… sujeitas ao estupro legalizado dos proprietários de escravos, confinadas a currais de escravos, forçadas a marchar por 8 a 15 horas com cargas nas costas e a executar trabalho árduo mesmo durante a gravidez”.

Para Jones, o trabalho doméstico era a continuação da superexploração de mulheres negras pobres. Ela via a libertação da empregada doméstica negra como crucial para qualquer movimento de libertação ter sucesso. Até os anos 1950, a maioria das mulheres negras labutavam na esfera doméstica, e Jones sentia ser importante lutar contra a relegação das mulheres negras ao trabalho doméstico. Ela afirmava que, como qualquer trabalhador, as empregadas domésticas deveriam estar organizadas, e a emancipação das mulheres da labuta doméstica era primordial para a libertação de todos. Ela postulou que: “a sina da trabalhadora doméstica é de uma angústia insuportável. Normalmente, ela não tem tarefa definida na casa onde trabalha. Empregadas domésticas podem ter de ‘fazer mais’ além de limpar e esfregar”. Crucialmente, a teoria de Jones não falhou em distinguir entre exploração — o que o marxismo entende como decorrência das relações de classe sob o capitalismo — e opressão.

Devido a suas habilidades organizacionais e escrita incomparável, Jones chamou a atenção do braço carcerário dos Estados Unidos e foi presa em 1948. Ela foi vítima da histeria macarthista e, como resultado, foi deportada para o Reino Unido em 1955. Criminalizada por sua ideologia através do Smith Act de 1940, essa lei “tornava uma infração penal defender a derrubada violenta do governo, ou organizar, ou ser membro de qualquer grupo ou sociedade dedicada a tal defesa”. A deportação de Jones não se devia à prática de um crime grave, mas a sua organização como uma marxista vocal:

“Eu fui deportada dos EUA porque, como uma mulher negra comunista descendente das Índias Ocidentais, eu era um empecilho por me opor à discriminação racista de Jim Crow contra 16 milhões de americanos negros nos Estados Unidos… Eu fui deportada porque insisti na perseguição de linchadores e não na perseguição de comunistas e outros americanos democratas que se opõem a linchadores, a grandes financiadores e belicistas, os verdadeiros defensores da força e da violência nos EUA.”

Ao chegar no Reino Unido em 1955, Jones continuou o trabalho que havia iniciado no PCEUA. Agora “duplamente ou triplamente ‘diasporizada’”, Jones procurou estimular a diáspora caribenha dentro do Reino Unido. Ela entendia a importância política de criar um espaço para nutrir um discurso que desafiasse a natureza opressiva do capitalismo e de articular a opressão e violência que pessoas negras encaravam e sofriam no Reino Unido. Fundada em 1957 e lançada em março de 1958, Jones, ao lado de Amy Ashwood Garvey, fundou a West Indian Gazette (Gazeta das Índias Ocidentais, tradução livre), a WIG. Para entender as conquistas da WIG, devemos situá-la no contexto sociopolítico adequado. A WIG foi concebida e gerada em uma época de racismo profundo e aberto na Grã-Bretanha. Senhorios não alugavam suas propriedades para pessoas “de cor”. Clamores pelo controle da imigração negra eram persistentes e a União Britânica de Fascistas desfilava abertamente por Brixton. A WIG teve suas raízes no racismo britânico e se viu combatendo esse racismo diretamente.

A WIG ajudou a desenvolver a política do povo caribenho na Grã-Bretanha; a própria Jones a via como “um grande esforço para estimular o pensamento político e social”. O jornal havia se tornado um vetor para comunicar as vitórias de vários movimentos de independência situados na diáspora negra. Jones extraiu de sua experiência escrevendo para o diário da PCEUA, e com isso a narrativa política da WIG era de orientação anti-imperialista, de política pan-africanista, e feminista na liderança e na preocupação com as mulheres. Tal espaço esculpiu a teoria da diáspora caribenha e posteriormente daqueles de comunidades afro-asiáticas.

O uso do espaço feito por Jones mostra que, por meio da organização e de uma estrutura ideológica clara, caribenhos e afro-asiáticos podem lançar suas preocupações ao mainstream. Jones pretendia que a WIG fosse o epicentro da organização política e trocas culturais. O engajamento prático solidificou a política básica de Jones. A produção cultural da WIG era tão expansiva que regularmente trazia teóricos renomados como Franz Fanon, Nelson Mandela e James Baldwin, conectando as lutas diárias de imigrantes negros no Reino Unido com a contínua batalha global contra o racismo, o imperialismo e o colonialismo.

Fundamentalmente, a WIG deveria agir como um ponto para o desenvolvimento da cultura caribenha em Londres – “um fórum de debate, permitindo que oriundos das Índias Ocidentais expressem suas incertezas e dúvidas após os distúrbios raciais de Notting Hill em 1958”. Pode-se discutir que o chamado “discurso afro-britânico” encontra sua origem no trabalho da WIG. Uma das conquistas mais notáveis de Jones e da WIG foi agir como patrocinadora e arrecadadora de fundos para o primeiro Carnaval de Londres, amplamente aceita como a conquista mais prolífica de Jones.

O carnaval emergiu como uma resposta ao racismo contínuo sofrido por pessoas negras no Reino Unido. O ambiente hostil estabelecido pelo governo britânico buscava tornar a vida no Reino Unido insuportável para sua população imigrante negra, o que resultou no homicídio de Kelso Cochrane, um jovem carpinteiro negro antiguano que foi cruelmente assassinado num ataque racista em maio de 1959. O homicídio de Cochrane aconteceu em Notting Hill, onde haviam estourado os distúrbios raciais do ano anterior. A continuação de estereótipos racistas, as políticas que guetizavam a população imigrante negra, assim como o bombardeio de literaturas defendendo o repatriamento de imigrantes negros definiram o cenário para esse conflito violento entre os antagonistas racistas e a população imigrante negra. O assassinato de Cochrane sintetizou o desdém e a negligência dos estados britânicos para com sua população imigrante negra.

Os distúrbios também tiveram um impacto profundo na identidade da diáspora das Índias Ocidentais e marcaram o início do desenvolvimento de uma ancestralidade negra comum para as pessoas negras morando na Grã-Bretanha. Jones teorizou que seu carnaval cumpriria dois objetivos: primeiro, a criação de uma comunidade de pessoas das Índias Ocidentais que iriam resistir a ataques racistas; e segundo, iria demonstrar a contribuição criativa e artísticas que a diáspora das Índias Ocidentais produziam para enriquecer a cultura britânica. Esse desenvolvimento da identidade afro-britânica, construído através das experiências do carnaval, pode ser atribuído rigorosamente ao trabalho de Jones.

O carnaval caribenho de Jones é a representação espiritual e física da resistência negra no Reino Unido, tomando grande inspiração dos carnavais desenvolvidos em Trindade e no Harlem, Nova York. Jones via o desenvolvimento do carnaval e sua prática cultural como uma resistência à estética burguesa euro-americana, ao imperialismo, à hegemonia cultural e à opressão política e racial. Tomar espaço era uma parte integral da rejeição à opressão, pois espaço oferecia tanto visibilidade como também um lugar para organização e mobilização. Os primeiros carnavais de Londres coincidiram com o carnaval trinitário, originalmente celebrado nos meses de inverno (janeiro – março) e em ambientes internos. Jones via o carnaval como um veículo para a união política e cultural entre a diáspora negra em Trindade e no Reino Unido. A WIG também agiu como uma patrocinadora nas primeiras edições do carnaval, um projeto comunitário que não podia ser cooptado por forasteiros, reforçando a importância de “a arte de um povo é a gênese de sua liberdade”.

A prática do carnaval era valorizada por Jones, que a via como uma esfera onde cultura e política podiam se encontrar. O carnaval iria, então, encontrar lugar nas ruas de Notting Hill — um ano após a morte de Jones. Ir para as ruas de Londres praticava tomar espaço como um ato de resistência. O carnaval não apenas representava os aspectos criativos da comunidade negra, mas também demonstrava a articulação da rebeldia. Agir de forma rebelde diante de um estado desdenhoso buscava combater a intimidação da diáspora negra e encorajar a formação de um movimento político antirracista coeso. O carnaval representava exatamente o que Jones sugeriu que era – o “espírito de um povo que não pode ser contido, aquilo que contém, então, a gênese de sua própria (auto-articulada) liberdade”.

Devemos aproveitar essa oportunidade durante o mês da história das mulheres para relembrar e pagar tributo a uma pensadora revolucionária que, por décadas, formou o discurso feminista radical negro no Reino Unido e nos Estados Unidos. O trabalho dela e o trabalho daqueles dedicados a memorializá-la possibilitou que seus ensinamentos transcendessem espaço e tempo. A libertação dos mais explorados na sociedade é primordial para a libertação de todos. Espaço e tempo são temas centrais que figuram constantemente na vida de Claudia Jones. Seu tempo observando a opressão de mulheres negras pobres radicalizou-a. O tempo que ela passou na PCEUA refinou suas orientações teóricas. Sua deportação devido à ofuscação da democracia e da expressão política distorceu o espaço que ela ocupava na história dos Estados Unidos.

Ela entendia a importância do espaço como um ambiente em que o pensamento político, a comunidade e a resistência podiam florescer. Desenvolver o carnaval pode ser visto como uma manifestação da ocupação do espaço como um meio de resistir ao imperialismo. Por essa razão, “tomar espaço” está solidificado como parte integral da resistência da classe trabalhadora negra. Se o carnaval ocupava espaço físico, a WIG ocuparia espaço intelectual, uma vez que o jornal que Jones desenvolveu buscava agrupar os pensamentos e as preocupações coletivas das pessoas negras oprimidas pelo estado britânico. Procurava entender o panorama político da Grã-Bretanha em seu início. Era uma ferramenta usada para a construção da comunidade, assim como sua radicalização.

O espaço como resistência se manifesta como uma ruptura do status quo. Como uma mulher negra imigrante, ela entendia que aqueles que estavam engajados em movimentos de libertação precisavam ocupar espaço. Vimos isso nos protestos do BLM em 2020. A ocupação do espaço era uma parte chave dos protestos, pois demonstrava uma aliança mundial e multiétnica de pessoas protestando contra a brutalidade policial e a injustiça racial. Indo de Minneapolis, Minnesota, até a Embaixada Americana em Londres; a organização em massa de manifestantes em uma escala global destacou o poder de “tomar espaço” — aqueles que tomam espaço são forçados a serem vistos e escutados.

A política de Jones focava primariamente a experiência de mulheres negras pobres. Dentro desse grupo, Jones via a manifestação esmagadora do capitalismo se materializar. Para Jones, a mulher negra pobre recebia atenção ou análise limitada. Durante seu tempo na PCEUA, Jones teve grandes conquistas: era uma líder e teórica excepcional; ao escalar a hierarquia da PCEUA, achou necessário que o partido refletisse e organizasse mulheres negras pobres. Pode-se discutir que suas conquistas mais notáveis foram no Reino Unido. A WIG era a materialização da consciência afro-britânica e o carnaval era a rejeição da hegemonia e da assimilação britânicas.

A superexploração de mulheres negras pobres que Jones discutia pode ser estendida para todas as mulheres racializadas da classe trabalhadora. Ela defendia a libertação de empregadas domésticas da labuta na casa. Podemos ver sua política se manifestando agora dentro de uma crise sanitária global, na qual a maioria do trabalho doméstico é executado por mulheres racializadas pobres. Para Jones, esse trabalho compunha a realidade da pobreza e da exploração. No contexto de uma pandemia global, empregadas domésticas trabalham por longas horas, atuam em espaços sem segurança e sem tarefas claramente delimitadas.

Empregadas domésticas são responsáveis não só pela manutenção das casas dos empregadores ou mesmo postos de trabalho, mas também por suas próprias casas e famílias, exacerbando ainda mais a transmissão de doenças para suas famílias. Jones testemunhou a morte de sua mãe trabalhando com roupas no Harlem, um evento que finalmente a radicalizou e moldou sua orientação política. Empregadas domésticas são centrais para nossa economia política, tanto na época do ativismo de Jones quanto agora. Antes relegadas a um “trabalho de baixa qualificação”, empregadas domésticas agora foram “promovidas” a trabalhadoras essenciais. Atuando na economia informal, Jones reconhecia que, se empregadas domésticas não podiam escapar da labuta de seu trabalho, então elas deveriam se organizar. Essa sindicalização da qual Jones falava ilustra como sua política pode servir de suporte agora, pois ela articulava pela organização de empregadas domésticas, portanto legitimando seu trabalho.

Estar enterrada à esquerda de Karl Marx exemplificou o ativismo e trabalho político de Jones. Enquanto enraizava seus escritos nos ensinamentos marxistas-leninistas, seu ponto de referência inicial e constante tinha como foco a superexploração de mulheres negras pobres. Essa proximidade com Marx simboliza seu próprio desafio para o mundo. Como Carol Boyce Davies sugere em Left of Karl Marx: The Political Life of Black Communist Claudia Jones (A Esquerda de Karl Marx: A Vida Política da Comunista Negra Claudia Jones, tradução livre): “Marx não teve em sua época nem a imaginação, nem o contexto histórico para argumentar pelo sujeito negro de gênero.” Seu legado sobrevive na obra de Angela Davis, Mulheres, Raça e Classe, uma vez que Davis também destacava o fracasso de mulheres progressistas brancas em reconhecer que elas também relegavam mulheres negras a empregadas domésticas. Enquanto os movimentos de direitos das mulheres estavam decolando para mulheres brancas, elas não pareciam incluir as mulheres negras pobres trabalhando como empregadas em suas casas.

Hoje e depois, honramos a obra da escritora, organizadora e ativista revolucionária Claudia Jones. A vida de Claudia Jones foi sustentada pela rebeldia. Ela ousou desafiar a opressão capitalista, o racismo e o sexismo, arriscando sua vida para tal. Por essa razão, devemos continuar a nos inspirar em uma das primeiras feministas comunistas radicais negras e insistir que “tomar espaço” é uma parte integral de nossa resistência.Ashley Roach-McFarlane é um escritor e organizador de clube de livros. Seu blog, Resistance is Key (A Resistência É Fundamental, tradução livre), discute questões acerca de política, raça, classe e capitalismo. Ele coorganiza o Revolutionary Readers Club (Clube dos Leitores Revolucionários, tradução livre), um clube do livro dedicado aos escritos e ensinamentos

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