A Relação de Nise da Silveira com o PCB

Em 1992, aos 87 anos, Nise da Silveira relembra seu período no então chamado Partido Comunista do Brasil (PCB) em entrevista realizada por Dulce Pandolfi. As abreviações N.S. e D.P, correspondem a Nise da Silveira e Dulce Pandolfi, respectivamente.

A entrevista completa pode ser encontrada no site da Fundação Getúlio Vargas, clique aqui para acessar o documento.

Todos os direitos reservados aos autores.


D.P. – Nise, quando é que você vem para o Rio? Você veio para o Rio em que ano?

N.S. – Em mil novecentos e vinte e… Em 1927…

D.P. – No final da década de 1920?

N.S. – É. Em 1928. Eu, com ilusões, pensava que era muito mais fácil uma vida aqui no Rio. Cheguei aqui, a vida era dificílima.

D.P. – Mas você veio com alguma coisa certa? Ou veio só com o diploma na mão? Como é que foi…?

N.S. – Só com o diploma na mão. A cara e a coragem. Foi aí que eu fui morar numa casinha, num quarto alugado, que… Por coincidência, era vizinha de Octávio Brandão.

D.P. – E aí vocês ficaram amigos.

N.S. – Ficamos amigos. Ele é alagoano. Agora uma amiga, a Elvia, está fazendo um estudo sobre a Rua do Curvelo, que era essa rua onde morou o Octávio, onde morou o Manuel Bandeira…

D.P. – Nise, foi aí que você teve contato com as ideias do Partido Comunista? Como é que foi?

N.S. – Eu tive contato, mas eu tinha brigas, discussões – não eram propriamente brigas – com o Octávio. Não aceitava muito, não, o comunismo. Porque ele era de um radicalismo tremendo. Brigava-se por causa de Tolstói, brigava-se por causa do Cristo, brigava-se por uma série de coisas. Mas, ao mesmo tempo, havia uma amizade enorme. Nunca houve… Isso eu já disse à Elvia, já dei esse depoimento para… Nunca eu vi um casal igual ao Otávio e Laura, nunca, nem que eu conhecesse, nem que eu tivesse lido em livro. Porque o Octávio vivia preso, muito diferente do comportamento comunista atual… Era uma casa muito pobre; três meninas; as três caminhas na sala e a mesa, tudo na mesma peça. Só tinha uma peça. E um quarto e uma cozinha e um banheiro, com um pano pendurado assim. E Laura, uma pessoa de alta inteligência. Bonita. Umas tranças, que ela cruzava assim. E aceitando aquilo com uma alegria extraordinária. Esse período é muito bonito. As meninas, as três meninas, trabalhavam como pequenas artistas: levavam bonecas ou brinquedos para a rua… Brincava-se na rua. Tinha muito menos movimento. E ainda hoje a Rua do Curvelo é uma rua relativamente tranquila. E o agente de polícia, incessantemente…

D.P. – Vigiando?

N.S. – …vigiando. Então era um código: chegava um momento que ele tinha que ir fazer pipi, o agente de polícia, ele entrava… Acho que era um açougue, ou uma venda. Ele entrava. Então, a menina já tinha um gesto combinado. E o Octávio estava espreitando pelas frestas da janela. Aí saía.

D.P. – Escapava do policial.

N.S. – Escapava. Só, impossível pegá-lo, porque ele conhecia Santa Teresa. Santa Teresa, aqueles morros são labirintos, tem muitos caminhos. E ele tinha, também, um casaco de cor diferente de um lado para outro.

D.P. – Trocava.

N.S. – Não havia quem pegasse ele. Só iria pegar num lugar. Só havia um lugar possível para pegar Octávio: a porta de fábrica, coisa que não se usa mais, não é?

D.P. – Estava lá distribuindo os panfletos dele, fazendo agitação.

N.S. – E fazendo discursos na porta de fábrica. A vida dele era a porta de fábrica, sair de casa e ir para a porta de fábrica. Hoje, falam muito mal dele, não reconhecem ele, mas ele foi fantástico, de uma dedicação total. Agora, no meio de tudo isso, estudando sempre muito.

D.P. – É, ele escreveu diversas coisas.

N.S. – Mas não era um bom escritor, nem um bom poeta.

D.P. – E ele mostrava os textos que ele estava escrevendo para você? Havia uma troca…?

N.S. – Não. Tem uma poesia dele dedicada a mim que foi com os papéis dele… A filha, a Dionysa, deu toda a trapalhada dele, a papelada dele à Universidade de Campinas. Eu soube disso pela Elvia, que está fazendo esse trabalho lá, sobre a Rua do Curvelo.

D.P. – Nise, ele tentava sempre lhe ganhar para o Partido Comunista? Ele tentava sempre lhe convencer para você entrar no Partido Comunista?

N.S. – Não.

D.P. – Não?

N.S. – Eu entrei depois que eles foram embora. Deve ter… A vida deles me impressionava muito. Laura me impressionava muito. Grande educadora. Eu me lembro, tempestades, ou trovoadas, em Santa Teresa, que… As meninas, as duas maiorezinhas, já estavam… já não tinham medo. Mas a menor tinha medo. Aí a Laura dizia: “Olhe como é bonito! Como é bonito!” Aí, enxugando as lágrimas, achava bonito o relâmpago. “Olhe como é bonito!” Grande educadora. E a casa, você sentia insegura, pendurada no morro. Era uma pessoa que via beleza sempre, nas coisas. Eu me lembro de um dia em que eu cheguei lá de manhã… Eu saía, entrava… Era muito perto. E estava o Minervino de Oliveira.

D.P. – Que chegou a ser candidato a presidente da República, não é?

N.S. – Minervino chegou…? Ele foi vereador.

D.P. – Ah, não. Foi vereador. Fiz confusão.

N.S. – Estava lá. Ele não ia muito lá, não, mas essa manhã eu vi Minervino lá, conversando com Octávio. Eu demorei pouco. Falei com Laura, depois saí. Depois eu voltei. Aí Laura me disse: “Você reparou a beleza das mãos do Minervino?”. Eu disse: “Não”. “As mãos do marmorista, cheias de calos, de talhos, como eram lindas. Como são lindas as mãos do…” Eu aprendi muito a ver as coisas com eles, com Laura. Nunca me passaria pela cabeça…

Dulce Pandolfi – Nise, continuando a nossa conversa, eu gostaria hoje que você falasse um pouco dessa sua experiência junto ao Partido Comunista, antes da sua prisão em 1935.

Nise da Silveira. – Não foi muito boa, não, porque eu sempre tive muita dificuldade de me acomodar em organizações. Tanto que não fiz formação psicanalítica – tive oportunidade para isso –, não fiz, mesmo em Zurique, a formação junguiana, que era a corrente psicológica que eu adotava no meu trabalho. Talvez, por causa da minha vida de filha única, de menina rebelde, eu não me acomodava dentro dos esquemas do Partido Comunista. Embora eu fosse… Diziam até que eu era muito rígida. Coisa que eu reconheço que eu sou, uma pessoa rígida, em qualquer trabalho que eu faça. Mas eu cheguei aqui no Rio, fui apresentada ao professor Austregésilo, que era professor de neurologia, morei um período na clínica neurológica e, depois, passei a morar no próprio hospício, e fiz concurso. Então, os companheiros do Partido não aprovavam que eu me dedicasse tanto a…

D.P. – Aos estudos.

N.S. – …a esse concurso. E eu me dedicava tremendamente a esse concurso. Porque eu não tinha casa, morava no hospital, e queria ter uma certa independência. Apareceu a possibilidade de fazer um concurso, e eu, então, estudava dia e noite e, naturalmente, faltava a reuniões. Aconteceu que o meu chefe de célula – isso é muito engraçado – me repreendia fortemente.

D.P. – Como era o nome do seu chefe, Nise?

N.S. – Nem me lembro mais do nome dele. Acho que ele morreu. E acabaram me expulsando. Eu fui expulsa!

D.P. – Ah, você foi expulsa?

N.S. – Fui expulsa. Então havia aquelas coisas de… “Trotskista”. Fui expulsa como trotskista. Porque eu discordava de certas coisas, e achavam que esses pontos de vista meus eram trotskistas. Eu não era trotskista nem nada. E também achava que o material que o Partido recebia, o material stalinista, era muito pouco simpático. Então entramos em atrito.

D.P. – E essa sua experiência demorou quanto tempo?

N.S. – Ah, deve ter demorado uns dois anos, uns dois ou três anos. Não. Menos de três anos. Uns três anos.

D.P. – Quer dizer, você não entrou para o Partido pela mão do Octávio Brandão.

N.S. – Não, não. D.P. – Já foi no hospital?

N.S. – Já foi depois que Octávio tinha ido para o exílio.

D.P. – E tinha alguma outra figura que lhe marcou, que foi importante para seu ingresso no Partido Comunista?

N.S. – Não. Pessoa, não. Você vendo o livro de Octávio, onde ele conta a vida dele, vai até o embarque dele, em 1931. Estavam presentes quatro pessoas apenas, no embarque dele: uma grande mulher, que morava também na Rua do Curvelo, Zoila Teixeira, que não era do Partido, mas era super… Tinha o espírito comunista, o espírito de solidariedade. Eu saía muito com a Zoila. Estava eu; Zoila; um rapaz, acho que era espanhol, ou aqui de um país da América Latina, não sei se era argentino, chamado [Caberrito]; e o pai de Laura. Estávamos os quatro. Fomos… Era um navio alemão, eles foram de terceira classe, e eu resolvi entrar no navio. Entrei no navio, fui no camarote deles – muito modesto – e depois saí. Não me… Tinha um aparato policial grande, no embarque dele, mas não aconteceu nada comigo. Eu entrei e saí com toda a naturalidade. Aí voltei para a minha casa em Santa Teresa. Aí, já ele não estava. Não estava mais, já tinha partido. Depois, então, é que eu fui para a clínica neurológica; da clinica neurológica para o hospital psiquiátrico, que, nesse tempo, era na esquina da rua… Como se chama essa rua do Pinel? Com…

Participante – Rua da Passagem…

D.P. – A Pasteur?

N.S. – Com Pasteur…

Participante – Pasteur com Passagem.

N.S. – Na esquina, que depois foi a Reitoria e hoje eu não sei mais o que é. É uma casa magnífica, mas estava em grande decadência. Eu morei lá até fazer concurso. E o pessoal do Partido era um pouco contrário a esse concurso.

D.P. – Porque eles queriam, naturalmente, que você se dedicasse mais à causa revolucionária…

N.S. – Que eu me dedicasse mais.

D.P. – …do que à causa psiquiátrica ou médica.

N.S. – Mas eu queria… Precisava de um meio de vida. E o chefe da minha célula era um alfaiate que era muito duro comigo, que morava na Ladeira do Pinto, ali perto da Central do Brasil. Foi uma experiência também bonita, as minhas subidas à Ladeira do Pinto. Porque me recomendavam: “Vista-se modestamente e leve sempre um livro na mão”. Então eu subia aquela ladeira sozinha. E havia aqueles grupos de trabalhadores, ou, não sei, de vagabundos, não sei de que, mas nunca ninguém me disse uma palavra. Quando eu passava, desciam. O livro era o passaporte.

D.P. – Naquele tempo, estudante tinha trânsito livre.

N.S. – Tinha essa coisa, não é?

D.P. – E quais eram suas tarefas no Partido?

N.S. – Minhas tarefas não eram grandes, não. Eu participava de reuniões, via gente doente do Partido e lia aquelas apostilas stalinistas horrorosas, muito mal escritas e muito ferrenhas. Mas meu interesse estava polarizado, nessa ocasião, em fazer o concurso. Aí aconteceram várias coisas interessantes. Eu já estava presa… Não. Primeiro, falar na prisão. Eu tinha, no meu quarto no hospício, onde eu morava, livros de medicina, livros de psiquiatria – justamente, eu estava me preparando para o concurso, então, tinha muitos livros de psiquiatria –, de literatura… Fiz o concurso, entrei para o Serviço, mas ainda fiquei morando um pouco no hospício. Pouco tempo, porque logo… Aí apareceu uma enfermeira que viu esses livros e me denunciou. Então eu fui presa. Fui presa em 1936.

D.P. – Pois é. Em 1935, se criou a Ação Libertadora Nacional…

N.S. – Eu fui a reuniões, mas não participava muito, não.

D.P. – Da ANL, você não…

N.S. – Tive muitas ligações com amigas que cultivo até hoje, como Maria Werneck, Beatriz Bandeira, mas eu não era muito aficionada, não.

D.P. – E a figura de Prestes lhe impressionava, o Cavaleiro da Esperança?

N.S. – Nunca vi Prestes. Prestes, quando eu estava presa, ele estava preso, mas ninguém via ele.

D.P. – Mas, antes da prisão, você tinha por Prestes um certo…

N.S. – Não. Esse entusiasmo, não tinha, não. Quando o Prestes, que estava no Uruguai, resolveu entrar para o Partido, eu achei que era uma grande aquisição para o Partido. O Octávio ainda estava no Brasil e Octávio não achava.

D.P. – Octávio não achava que era uma grande aquisição?

N.S. – Não. Eu achava que era uma grande aquisição. Havia aquela atmosfera de Cavaleiro da Esperança, eu digo: “Ele vai trazer muita gente com ele”. Como realmente trouxe: trouxe os militares que fizeram, depois, em 1936…

D.P. – Em 1935, a revolução, em novembro de 1935.

N.S. – Em 1935, em novembro. Eu estava no hospital, ouvi os tiros.

D.P. – E Astrojildo Pereira, você conheceu, Nise?

N.S. – Conheci. Grande pessoa. Astrojildo, eu conheci muito antes de tudo isso. Conheci Astrojildo em livraria. Uma pessoa muito inteligente. Foi o verdadeiro fundador do Partido, em 1922. Octávio era anarquista. Veio de Maceió como anarquista. Só entrou em 1924. Mas aí eu não estava no Rio, eu estava estudando. Em 1924, eu estava estudando, estava na Bahia. Mas depois eu conheci Astrojildo, quando frequentava rodas de intelectuais em livrarias, coisa que eu… Eu passeava… Meu passeio era muito esse, à tarde, de andar nas livrarias.

D.P. – Livrarias do Centro da cidade?

 N.S. – No Centro da cidade. E, depois que saí, também continuei nessa ronda de livrarias. Sempre foi o meu passeio predileto. Paramos onde?

D.P. – Eu estava perguntando a você sobre essa história do Partido, as figuras… Que figuras lhe impressionaram no Partido? Enfim, você…

N.S. – Nenhuma.

D.P. – Nenhuma.

N.S. – Nenhuma me empolgou.

D.P. – O que lhe moveu a ingressar no Partido Comunista?

N.S. – O clima todo de gente amiga minha. Eu era muito amiga de Eneida, mas não foi por causa dela que eu entrei para o Partido; Mario Lago…

D.P. – Mas você nunca foi uma militante fervorosa do Partido Comunista.

N.S. – Não. Nunca fui uma militante fervorosa.

D.P. – E você era uma pessoa muito interessada nas coisas políticas do país?

N.S. – Era interessada, sim. Era interessada. Mas nunca fui uma pessoa de organizações, de me amoldar em organizações políticas.

[A entrevista comenta sobre a prisão de Nise da Silveira em 1935, seu encontro com Olga Benário na cadeia e suas experiências durante o período de reclusão]

D.P. – Nise, depois dessa prisão… Bem, você falou que foi expulsa do Partido Comunista. Você teve algum desejo de voltar a militar no Partido, depois de tudo que passou?

N.S. – De militar, não, mas continuei amiga de vários antigos, porque essa besteira de trotsk…

D.P. – Trotskista.

N.S. – …muitos sabiam que era maluquice. Continuei amiga de vários, mas sem me engajar.

D.P. – Só voltando a esse episódio da sua expulsão, você foi comunicada oficialmente? Como é que foi isso? Porque isso aí até é uma história bem interessante, não é?

N.S. – Não fui comunicada, não. Saiu no jornalzinho deles.

D.P. – Ah! Foi publicado no jornalzinho do PC?

N.S. – [Foi publicado] no jornal: “Trotskista com ligações internacionais”, não sei se americanas, não sei de quê. Eu soube disso. [risos]

D.P. – Mas você levou isso tudo na…

N.S. – Não liguei. Era tão louco, não é?

D.P. – Você tinha alguma ligação com os trotskistas? Você gostava do Trotski? Você lia o Trotski?

N.S. – Li Trotski. Mas não tinha nada de filiação, de posição.

D.P. – Mas você tinha amigos trotskistas?

N.S. – Livros, muito poucos. Eu só tinha a vida de Trotski. Não tinha livros trotskistas, não.

D.P. – Mas você convivia com o pessoal trotskista? Ou também não?

N.S. – Também não. Conhecia alguns trotskistas que viajaram, também, como, por exemplo, o Mário Pedrosa, que era trotskista, que depois foi muito meu amigo, no Museu.

D.P. – Quer dizer, foi uma acusação meio gratuita.

N.S. – Foi, completamente. Ele tinha uma paixão pela Rosa Luxemburgo.

D.P. – O Mário Pedrosa?

N.S. – O Mário Pedrosa. E eu fiquei, também… Quando ela foi morta, com o Liebknecht, os dois foram mortos, eu me revoltei muito. Mas não tinha engrenagem trotskista. Nem eles tinham, também. Mas o pessoal do Partido chamava “Trotskista! Trotskista!”. Tanto que me disseram, eu não ouvi, que a Rachel deu uma entrevista no rádio e fizeram uma pergunta política a ela, eu não sei qual, e ela disse: “Não, a Nise dizia que eu era trotskista”. Nunca disse isso.

D.P. – Você que foi acusada, não é, Nise?

N.S. – É. O negócio de letreiro, eu não gostava.

D.P. – Nessa época, você já não gostava desse negócio de ser tachado de…

N.S. – Nem depois, nem nada.

D.P. – Mas, enfim, aí sua amizade com o pessoal do Partido continuou, mas você nunca mais retornou às hostes partidárias.

N.S. – Nunca mais. Com algumas pessoas do Partido, não é?

D.P. – Mas você chegava a receber os documentos do PC?

N.S. – Aqueles folhetos stalinistas…?

D.P. – Não, eu digo nessa outra fase, depois da prisão.

N.S. – Não, não.

D.P. – Quer dizer, mais nenhum tipo de contato oficial.

N.S. – Não, não. Já estava expulsa. Mas os mais próximos meus, nenhum acreditava nisso.

D.P. – E você também nunca se preocupou em investigar de onde veio essa ideia, quem foi o responsável?

N.S. – Não. Não liguei, absolutamente. Porque a convivência com o grupo ao qual eu pertencia, a minha célula, eu achava gente chatíssima. [riso]

D.P. – Então você até achou…

N.S. – Burra e chatíssima. Preferia os ambulantes. Porque havia muitos comunistas, naquela ocasião, que não eram filiados; [inaudível].

D.P. – E esses, você afinava mais, não é?

N.S. – Afinava mais.

D.P. – Está certo.

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